De acordo com pesquisa da Carlisle and Gallagher, modalidade mudará a relação das instituições com seus clientes.
Instituições financeiras dos EUA enfrentam uma séria ameaça competitiva do aumento de pagamentos via apps pelos aplicativos de “carteiras móveis”, de acordo com estudo da Carlisle e Gallagher, empresa de consultoria especializada em serviços financeiros.
A carteira móvel é uma aplicação de smartphone que suporta várias opções de pagamento, incluindo cartões de crédito, além de potenciais ofertas de compra via cupom e listas de desejos. A Google Wallet é a mais conhecida, mas o PayPal exibiu sua oferta futura e espera-se que a Apple lance seu aplicativo em breve.
Uma pesquisa feita em abril pelo "Pew Internet e American Life Project" sugeriu que os pagamentos móveis irão ultrapassar os com cartão de crédito em 2020.
Quase metade dos 605 consumidores da Carlisle and Gallagher entrevistados expressou interesse em fazer pagamentos usando essa tecnologia. Destes, oito de dez considerariam usar PayPal, Google ou Apple como principal provedora de serviços financeiros, incluindo cartões bancários e de crédito, com o PayPal sendo o candidato mais forte. Cerca de 45% dos interessados em carteiras móveis disseram que iriam substituir seu banco pelo PayPal, e cerca de um quarto disse que escolheria a Google como sua principal instituição financeira.
Os resultados são um poderoso alerta para as instituições financeiras, dado que a maioria dos que responderam manifestaram altos níveis de satisfação com seus bancos atuais, disse Peter Olynick, líder de cartões e pagamentos da Carlisle and Gallagher.
Os consumidores não irão simplesmente se afastar de seus bancos ao adotar carteiras móveis, Olynick observou. Os aplicativos, no entanto, provavelmente irão mudar a relação das instituições com seus clientes assim que esses associarem a ferramenta com uma operação bancária, mais do que realmente indo a uma agência, disse ele. Peter Wannemacher, analista da Forrester Research, concorda.
“As instituições financeiras correm o risco de acabar como fontes de financiamento para carteiras móveis e produtos de pagamento pertencentes a outras marcas”, diz Wannemacher.
Os consumidores mais jovens e os mais ricos estavam mais propensos em mudar para carteiras móveis, constatou o estudo. Ambos são dados demográficos chave para as instituições financeiras, de acordo com Olynick. Os mais interessados em apps de carteiras móveis se dividiram em dois grupos: quem acha que isso irá tornar as compras mais fáceis e os que consideram o recurso "mais divertido".
* Cameron Scott, IDG News Service/San Francisco Bureau
FONTE: Computerworld
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