segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Existe algum tipo de angústia sadia?

Não vi o ontem passar. Logo eu que estava tão atento ao tempo, nem sequer percebi o rumo que ele tomou e, em que buraco se escondeu. Ruim, mas é verdade. Penso, que nós, os homens contemporâneos, não nascemos ainda, e mesmo quando teimamos, a certeza que fica, é a que Cristo nasceu. E que dele virá à salvação... Tenho a sensação que entramos todos no mesmo translado, e vivemos o ódio tal qual a intensidade dos que negam a existência do tal Homem de Nazaré, quem ele é?

O ruim de Constatar – e nós constatamos – como se pode estar tão feliz com Jesus-Menino, aos sábados e domingos – quem sabe em qualquer dia da semana – e depois, no resto da semana, no resto do ano... Sermos todos como um “cristão invisível”, que abjura de pronto o que aprendeu e atira às malvas o conceito da Paz que ele impulsiona.

Triste, de fato, são todas as pessoas, por estas alturas, dizerem (até com palavras bonitas) que crêem em Deus. E, depois, nas ações do dia-a-dia, mostrarem totalmente o contrário.

Quando andamos por aí, na frívola multa das compras, buscando a satisfação efêmera, ajoujando-nos com sacos e mais sacos, gastando em minutos o que ganhamos – ou não ganhamos, o que ainda é pior – num ano bem cheio. Podemos julgar o aparente crer que há em cada um? O que sentimos, quando vemos o sorriso bonito de uma criança bonita? Se num hospital vemos o sofrimento deste, daquele e daquele outro. Se nos embrenharmos no dia-a-dia das coisas inúteis que fazemos.... Se...

Pôxa! Qual é o sentido de paz coletiva em qualquer referência? Daqueles que são perenes. Que nos unem, que deixa entrar luz em coração cheio de trevas. Que se entrechoca com o vício e com a loucura, com a sandice e com a doença. Nivelando tudo e dando a tudo o bálsamo da tal nota de Paz. O bem do mundo será, de fato, isso mesmo?

Ele está ali. Frente aos brinquedos que não é dele. Que outros hão-de comprar. E ele esta ali, é um fato perdido entre achados. Como quem pede um sorriso, para quem sorrir o ano inteiro. Mas ele é feliz, ao seu modo ingênuo, ele é muito feliz.

Ele é lindo, embora não saiba, ou tenha conceitos de beleza, ainda. Mesmo que o mundo não o conheça ou queira conhecê-lo, ainda sim, é preciso um pouco mais de paciência, de tempo, pois do outro lado, uma criança com sinais claros de quem não come. Com o olhar, que não é triste, mas talvez não tenha um o afago de mãe.

E o menino vai esperando. E nós não percebemos o tempo. Quem é que quer perceber o tempo? Quem disse que eu quero perceber o tempo? E quem teve, afinal, os mesmos pensamentos? Existe algum tipo de angústia sadia?

AUTOR: José Antonio Borges
IJ Assessoria Empresarial

Um comentário:

  1. Sr.Autor Jose Antonio, gostaria muito de saber a origem desta foto, nao sou nem fotografo e nem escritor e nem nada da midia. Sou apenas um admirador da paz. Essa foto do garotinho me chamou muita antencao e' simplismente curiosidade, enquanto todos ficam na midia atras de: Luiza do Canada, Para Nossa Alegria e a maior imbecilidade da garota que raspou a cabeca no tal do Panico; Eu prefiro prestar mais atencao nas mensagens da paz e felicidade e foi ai que me encantei com essa foto. Gostaria sim e estou tentando atravez do meu facebook fazer com que esse garotinho seja famoso na midia so' pra eu poder retribuir algo de bom pra esse garotinho, porque ele sim acho que merece ser famoso nao esses lixos imbecis que o povo idolatra.

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