As crianças estão ingressando cada vez mais cedo na Web e, conseqüentemente, nas redes sociais. Mas, permitir o acesso dos pequenos nas mídias colaborativas é uma boa idéia? O exemplo mais contundente de mídia colaborativa é o Facebook, que surgiu, inicialmente, para conectar colegas em uma universidade. Hoje, pertencer a ele é quase uma regra e, se você não tem um perfil, você não é descolado. Apesar da amplitude de possibilidades positivas que a rede oferece, pois conecta pessoas e idéias ao redor do mundo, vale considerar que abriu mais precedentes para crimes e fraudes digitais. Se estas situações adversas não poupam os adultos, quem dirá as crianças e adolescentes.
Desde 1998, os Estados Unidos instituiu uma regra federal chamada COPPA (Children’s Online Privacy Protection Act, em português, Ato de Proteção à Privacidade Online Infantil), comumente chamada de “Lei dos 13 anos”, para assegurar a privacidade infantil na vida online. Apesar de ser uma regulamentação adotada em território americano, o Facebook emprega as diretrizes em todas as suas operações mundo a fora. Em 2011, a companhia anunciou que, diariamente, apaga cerca de 20 mil perfis de usuários abaixo da idade permitida.
Esta é uma forma de tentar poupar os jovens das experiências online ruins. Porém, a questão é: apenas esta regra consegue proteger os seus filhos? Certamente que não. As crianças de hoje nasceram em uma geração, onde a tecnologia é mais acessível, está em todo o lugar e em grande quantidade. Isso significa que sabem manuseá-la quase que de forma intuitiva. Algo que, muitas vezes, os pais não sabem. Os filhos já têm um perfil nas redes sociais com ou sem consentimento dos pais.
O que resta aos responsáveis são as incertezas e os medos. Afinal, o que o seu filho está acessando na Web? E o pior, quem está acessando às informações deles por meio das mídias sociais? Neste mundo virtual, estamos expostos à uma série de situações: conteúdos inapropriados, anúncios e propagandas indevidas, compartilhamento de informações pessoais com estranhos, perda de privacidade, roubo e fraudas das informações, entre outros. Segundo o estudo Norton Online Family, 61% das crianças brasileiras já foram vítimas de crime cibernético e 42% adicionou um desconhecido em seu perfil social.
É fato que deixar as crianças entrarem no Facebook, por exemplo, demandará um envolvimento contínuo dos adultos para manter as crianças seguras e não vulneráveis a malwares e cibercriminosos. Talvez atrelar as contas pessoais deles aos dos pais não seja o melhor caminho, já que pode estimular a quebra de regras por parte dos menores. Antes de qualquer ato punitivo, o mais importante é o diálogo. A conversa entre pais e filhos ainda é a melhor alternativa. Afinal, você deixa o seu filho pequeno ir à escola sozinho sem sequer dar as recomendações sobre o melhor caminho a seguir, não falar com estranhos e atravessar a rua na faixa de pedestres? Claro que não. Na rede, isso não deve ser diferente.
As crianças, apesar serem da chamada geração Y, ainda são inocentes em uma série de situações e, justamente por isso, os pais devem estar atentos e aconselharem sobre o melhor a fazer, mesmo que isso desagrade algumas vezes. Eles precisam de limites, mas necessitam antes de tudo saber o porquê de certas regras e quais as conseqüências das suas atitudes tanto na vida offline quanto online.
FONTE: Techlider

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