Produção deste segmento desaba 7,3% até março, contra 3,1% da média geral.
Uma classificação dos segmentos industriais brasileiros segundo a intensidade tecnológica mostra que a crise da indústria nacional concentra-se, sobretudo, nos segmentos de maior sofisticação tecnológica. A informação é do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento da Indústria (Iedi).
No primeiro trimestre de 2012, a indústria de transformação produziu 3,1% a menos do que no mesmo período do ano anterior. A queda foi maior no segmento de média-alta intensidade, com redução de 7,3%. O segmento de alta tecnologia teve declínio de 3%.
"Observe-se que as faixas de alta e média-alta intensidade concentram a produção de bens duráveis e de capital, cujos ciclos, que tanto ajudaram no crescimento da economia brasileira no período recente, mostram sinais de desaceleração", ressalta o Iedi.
Quanto ao agrupamento de indústrias de média-baixa intensidade, seu declínio ficou em 0,8%. E no que diz respeito à faixa de baixa intensidade tecnológica, a produção ficou 0,7% menor em relação ao trimestre inicial de 2011.
O instituto elogia as recentes medidas do governo, "ampliando o alcance do Plano Brasil Maior" e os esforços no sentido de reduzir a taxa de juros.
"Os passos que estão sendo seguidos são na direção de tentar inverter expectativas empresariais, principalmente neste momento em que os números do mercado de trabalho ainda são favoráveis."
Para o Iedi, a atuação sobre a taxa de juros tem duplo caráter: "Tanto recuperar o crédito e manter aceso o mercado interno em momento adverso para as economias avançadas, quanto dirimir a perda de competitividade que a indústria sofreu por conta da taxa de câmbio, pois se espera que, com taxa de juros menor, haja algum nível de depreciação cambial", destaca.
FONTE: Monitor Mercantil Digital
Nenhum comentário:
Postar um comentário