domingo, 8 de janeiro de 2012

MOMENTO ROCK Barão Vermelho

Nos meados dos anos 80, quando tinha os meus 14 ou 15 anos de idade, ainda no colegial, batendo meu futebol descalço na rua, curtindo as festinhas americanas, as paqueras, o disco de vinil, onde nas discotecas, tocava-se Legião Urbana, Paralamas do Sucesso, Titãs, e também não poderia deixar de falar no Barão Vermelho, fundada em 1981, na cidade do Rio de Janeiro.
Os estudantes Guto Goffi (bateria), com 19 anos e Maurício Barros (teclado) com 17 anos de idade, após assistirem um show do Queen no Morumbi, em São Paulo, surgiu o desejo em formar uma banda de rock. Logo depois, a dupla se uniu a Dé, baixo, e Frejat, guitarra, faltava somente o vocalista.

Os ensaios ocorriam sempre na casa dos pais de Maurício, onde através de uma amiga de escola, convidaram um vocalista chamado Léo Guanabara (que veio a ser conhecido como Léo Jaime), devido ao timbre da voz, incompatível com o projeto, fez com que ele não fosse aprovado pela banda, mas indicou Cazuza, e assim nasce o BARÃO VERMELHO, em homenagem ao aviador alemão Manfred von Richthofen, principal inimigo dos Aliados na Primeira Guerra.

Em 1982, o produtor musical Ezequiel Neves e o diretor da Som Livre, Guto Graça Mello, juntos, eles lançaram a banda e, com uma produção baratíssima, foi gravado o primeiro álbum do Barão, que recebeu o nome da banda, fazendo inclusive alguns shows no Rio de Janeiro e em São Paulo. Em 1983 é lançado o LP "Barão Vermelho 2".

Embora tocando pouco nas rádios, somente depois que Ney Matogrosso gravou "Pro Dia Nascer Feliz", aí sim, passam a tocar a versão original, e nessa mesma época também, Caetano Veloso reconheceu Cazuza como um grande poeta e incluiu a música "Todo amor que houver nessa vida" no repertório do seu show, e a partir desse momento então, o Barão Vermelho decolou de vez.

Em 1984, começaram a ter o destaque que mereciam, sendo convidados para compor a trilha sonora do filme Bete Balanço, e aproveitando o embalo, o lançou o terceiro disco, Maior Abandonado, conseguindo vender mais de 100 mil cópias em apenas seis meses.

Tocaram com a Orquestra Sinfônica Brasileira, e em 1985, foi convidado para abrir os shows internacionais do Rock in Rio. Depois de tanto sucesso, estava claro para todos que a carreira da banda estava consolidada.

Mas quando parecia estar tudo bem, Cazuza deixa a banda, levando consigo algumas músicas para o seu primeiro disco solo. A saída, no entanto, anunciada primeiramente ao público no final de um show, foi conturbada, causando uma ruptura na forte amizade que unia Cazuza e Frejat e que só veio a ser reconciliada anos depois. A banda superou, lançando a música "Torre de Babel", agora com Frejat no vocal.

Depois de Cazuza, foi à vez do tecladista Maurício deixar a banda, e entraram o guitarrista Fernando Magalhães e o percussionista Peninha. Logo depois foi a vez do baixista Dé, dando lugar a Dadi, ex integrante dos "Novos Baianos" e do "A Cor do Som", onde então vem a ser substituído por Rodrigo Santos.

Em 2001, após apresentar-se no Rock in Rio 3 Por Um Mundo Melhor, os integrantes resolveram dar uma "pausa" na banda a fim de desenvolverem projetos pessoais, retornando em 2004, onde nesse meio tempo, lançam um novo álbum, "Barão Vermelho", um livro sobre sua carreira e o DVD com o histórico show no Rock in Rio I, até que em janeiro de 2007, a banda faz seu último show no Rio de Janeiro, antes de nova parada "de férias".

Nestes 30 anos de estrada, o Barão Vermelho ganhou vários prêmios, em diversas categorias, com 12 álbuns lançados, com 05 álbuns ao Vivo, 03 coletâneas, um livro, com uma história belíssima, onde o baixista Rodrigo Santos e o vocalista Roberto Frejat cogitam a volta do Barão aos palcos a partir de 2012.

Nós, fãs do velho e bom rock and roll, fãs do som com qualidade estamos torcendo que isso aconteça neste ano.

Valeu e até a próxima.

AUTOR: Denílson Lopes da Costa

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