Apesar da crise financeira internacional iniciada em 2008, o número de empresas ativas no Brasil cresceu 6,1%, de 2009 para 2010. Os dados fazem parte da pesquisa Estatísticas do Empreendedorismo 2010, divulgada nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O levantamento foi elaborado a partir do Cadastro Central de Empresas (Cempre) e de pesquisas anuais nas áreas de indústria, construção civil, comércio e serviços, feitas pelo instituto.
Os dados da pesquisa indicam que, segundo o Cempre, em 2010 havia 4,5 milhões de empresas ativas no Brasil, sendo que 46,9% delas (o equivalente a 2,1 milhões) tinham pelo menos uma pessoa ocupada assalariada e 9,3% (422.926), dez ou mais pessoas. De acordo com o IBGE, o crescimento do número de empresas ativas chegou a 7,5% entre os estabelecimentos com pelo menos uma pessoa ocupada assalariada. Entre as empresas com dez ou mais pessoas assalariadas, a expansão é ainda maior, 8,3%.
Em entrevista à Agência Brasil, o gerente da pesquisa, Cristiano dos Santos, atribuiu o crescimento de 6,1% no número de empresas ativas de 2009 para 2010 principalmente ao aumento da demanda no mercado interno. Segundo ele, com isso foi possível minimizar os efeitos da crise internacional sobre o país.
"A economia brasileira cresceu basicamente motivada pela expansão da demanda interna. Então, é claro que, em um cenário em que as exportações ficam comprometidas pelo fato de que as principais economias compradoras de nossos produtos enfrentavam e enfrentam crises que as levam a suspender essas compras, foi o mercado interno que segurou o crescimento."
FONTE: Monitor Mercantil Digital
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